Uma gordura amiga

Cientistas de Harvard descobriram que nos adultos também existem depósitos de tecidos adiposos castanhos (considerada a gordura boa).

Assim sendo pretende-se compreender melhor agora o seu papel no organismo do adulto, para poder passar a uma outra fase, a  de desenvolver uma nova terapia contra a obesidade e o excesso de peso.

Nos bebés, o tecido adiposo castanho, ou gordura castanha, é essencial para a sua protecção térmica. Pensava-se até pouco tempo que, não sendo necessário aos adultos para esse efeito, esse tecido adiposo castanho não existisse neles senão sob uma forma residual.

Um grupo de investigadores da Universidade de Harvard, liderado por Ronald Kahn, descobriu que este tecido adiposo castanho não só subsiste no adulto como continua funcional, o que, segundo os investigadores abre uma via potencial no combate à obesidade. 
Esta gordura castanha, ou fluida, é considerada uma “boa” gordura”, ao contrário da outra, conhecida por gordura branca, e tem um papel activo, sobretudo nos bebés, na queima de calorias para a sua transformação em calor.

A ideia da nova terapia contra a obesidade avançada pelos cientistas consiste em encontrar uma forma de estimular a formação de gordura castanha de forma a controlar o peso e a melhorar o metabolismo da glucose. Sem qualquer surpresa, a investigação realizada a partir de uma base de dados de 1972 doentes, mostrou que os mais jovens eram os que tinham mais quantidade de tecido adiposo castanho.
 
Mas o que os investigadores observaram também foi que este tipo de gordura identificada nos adultos se mostrava mais activa no Inverno, quando está mais frio, mantendo a sua função de queimar calorias para produzir calor.

 

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