A redução da quantidade de calorias e de açúcar é geralmente considerada uma medida importante na prevenção de doenças e para prolongar a vida. De acordo com um estudo alemão, isso parece ser verdade somente em adultos jovens e de meia-idade e pode ser o oposto nos idosos. Em modelos de camundongos, os médicos observaram que um aumento na ingestão de glicose prolongou a expectativa de vida dos animais, relatou a “Nature Communications”.

Sabe-se que a expectativa de vida está relacionada ao comprimento do telômero. No estudo em camundongos, os cientistas do Instituto de Leibniz para a Pesquisa da Idade (Leibniz Institute for Age Research) – Instituto Fritz Lipmann (Fritz Lipmann-Institute, FLI) em Jena demonstraram que, com o envelhecimento, o telômero encurta aumentando a demanda de energia pelas células e tecidos. Isso também aumenta a demanda por glicose.

Os pesquisadores descobriram que camundongos idosos com telômeros encurtados que foram alimentados com uma dieta rica em açúcar tiveram um aumento de 20% no seu tempo de vida global. “Esses resultados foram surpreendentes e poderiam explicar a mudança na correlação entre o peso corporal e a expectativa de vida nos idosos comparativamente aos indivíduos de meia-idade”, explicou o coautor Bernhard Boehm da Universidade de Ulm. Na verdade, um maior peso corporal em indivíduos de meia-idade está ligado a uma menor expectativa de vida e a um maior risco de desenvolvimento de doenças enquanto, posteriormente, a relação é exatamente oposta.

“Agora é necessário verificar se os resultados do nosso estudo continuam a ser verdade em humanos. Sendo o caso, talvez tenhamos que modificar a composição de nossa dieta na idade avançada para manter a funcionalidade das nossas células e tecidos com uma maior demanda de substituição de glicose para produção de energia”, diz o autor sênior Lenhard Rudolph. Os primeiros estudos piloto já começaram.

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